AUDÍSIO BATISTA VENÂNCIO¹
venancio.prof.historia@gmail.com
RESUMO:
O
labor deste trabalho acadêmico visa analisar obra de artes plásticas
afrodiaspórica, por intermédio da leitura visual e da interpretação de seu
significado para a história e cultura de África na diáspora.
Palavras chaves: afrodiaspórica, movimentos sociais-históricos-culturais, África na diáspora
Diáspora nas artes plásticas afrodiaspórica: “descrevendo a obra e a observação de seus elementos visuais”.
Introdução
No Museu Nacional de História Militar locado na
cidade de Luanda em Angola, encontra-se a obra de arte militar que retrata a história
da “Batalha de Kifangondo” [i], que ocorreu no dia 10 de Novembro de 1975, segundo piloto civil e
ex-mercenário brasileiro Pedro Marangoni (2021) essa batalha também é popularmente conhecido em
Angola como Nshila wa Lufu, ou Batalha da Estrada da
Morte, esse cenário de combate determinou
a proclamação da independência da Angola, no dia 11 de novembro de 1975 e o
destino político de Angola, no palco de guerra estavam as Forças Armadas
Angolas, Cubanas, Sul Africanas, combatentes mercenários estrangeiros e guerrilheiros da Frente Nacional de
Libertação da Angola - ELNA e Forças Armadas Populares de Libertação da Angola -
FAPLA.
Em análise a obra é perceptivo a margem da Lagoa Panguila, palco da tomada dos soldados das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), braço armado do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), e do Exército de Libertação Nacional de Angola (ELNA), braço armado da Frente de Libertação Nacional de Angola (FNLA), ao centro da imagem é visto a Ponte Panguila destruída, que segundo Marangoni (2021) está representada incorretamente destruída, a iconografia militar é clara na força de artilharia mecanizada ao ver tanques de guerra e o poder de fogo, haja vista, a tenacidade da fumaça pairada no canto superior da tela, o local é rural, verificado na arte espelhada a água da lagoa, nas árvores e na vegetação local brilhantemente pintada neste quadro.
FIGURA I: Pintura
"Batalha do Kifangondo" mostrando os Panhard avançando pela ponte do
Panguila; está representada - incorretamente - como destruída.
FONTES DE CONSULTAS:
Museu rizoma:ArtesPlásticas como lugar de diálogos,
trocas, afinidades e contrastes afrodiaspóricos. UAB/UNIFESP 2025. 1 vídeo (02:03:23).
Disponível em: <Museu
rizoma:ArtesPlásticas como lugar de diálogos, trocas, afinidades e contrastes
afrodiaspóricos<Acesso
em: 29 mar. 2025.
MONTEIRO, Felipe do A. Site Portal WARFARE, 2021. Pedro
Morongoni é entrevistado pelo Secretário de Imprensa da União Russa dos
Veteranos de Angola, Serguei Kolomnin, em 10 de novembro de 2015. ENTREVISTA: A
Batalha de Quifangondo segundo Pedro Marangoni. Disponível em: <WARFARE Blog: ENTREVISTA: A Batalha de
Quifangondo segundo Pedro Marangoni>. Acesso em: 29 mar. 2025.
POMBAR,
Carlos Araújo I. Site Águias de Ferro Angolanas – Força Aérea Nacional, [s.d] Imagem:
Batalha de Quifandongo. Disponível em:<Museu das FAA | forcaaereaangolana> acesso em: 29
mar 2025.
[i]
POMBAR, Carlos Araújo I. Site Águias de Ferro Angolanas – Força Aérea Nacional,
[s.d] Imagem: Batalha de Quifandongo. Disponível em:<Museu das FAA | forcaaereaangolana>
acesso em: 29 mar 2025.
- Audísio Batista Venâncio é pesquisador e professor de história na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo - SEDUC/SP. Licenciado em história pela UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS (UNIMES), especialista lato sensu em: As Áfricas e suas diásporas e em Filosofia Educação pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP), e na UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC (UFABC) especializou-se em: História da Ciências, Educação e Sociedade e em Educação Especial e Inclusiva e na FACULDADE DE CARAPICUÍBA (FALC) em Direito Educacional.

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