AUDÍSIO BATISTA VENÂNCIO¹
venancio.prof.historia@gmail.com
INTRODUÇÃO:
Relacionar a arte rupestre com as especificidades climáticas na região do Saara, no continente Africano.
Guedes profere (2023) em vídeo aula, que no século XIX, arqueólogos encontraram sítios arqueológicos no continente africano, na região do Saara, obstante observação cedida por esses pesquisadores é dado as especificidades climáticas ao Saara africano, presente nos seguintes países: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Marrocos, Mauritânia, Tunísia e Sudão, contudo estende-se para as regiões da Etiópia, Djibuti e Somália, este deserto é a subdivisão do continente Africano composto pela África Mediterrânea (ao sul) e a África Subsaariana (ao norte).
Na presente data, geograficamente este território é composto de regiões pedregosas com imensas dunas arenosas, o clima é hiperárido com parcos níveis de umidade relativa do ar, as temperaturas são elevadas durante o dia, haja vista, sendo considerado o deserto mais quente do planeta Terra, segundo informações da UOL (2023) pode atingir mais de 50º C durante o dia e a noite a temperatura declina aos quais apresentam noites bastante frias, atingindo temperaturas negativas, chuvas são raras, quando esse fenômeno natural ocorre é torrencial devido longo período de estiagem, quente e seco, a paisagem vegetal é rara, estando concentrada em áreas de oásis, curioso é que uma faixa de terra mais fértil do planeta fica nessa região locada ao longo das margens do Rio Nilo.
Todavia, o Saara aproximadamente a 12.000 anos, na última era glacial detinha uma vasta savana, onde grandes manadas de animais percorriam suas terras, com lagos riquíssimos em vida subaquáticas com peixes espalhados ao curso d’água e quanto a população, nessa época pré-histórica, era baixa com comunidade seminômades e pastorícias, exemplo do habitat que conviveu a australopiteco Lucy, que segundo a professora doutora Carolina Machado Guedes (2023) instrumentalizava ferramentas líticas (rochas/pedras) e fato interessante a ser frisado foi uma queda de uma árvore levou a óbito australopiteco Lucy, fato intrínseco e comprobatório a alteração climática na região estudada e supracitada, concomitante a arte rupestre nesse local é extremamente rica, apontados dados inteiramente adversos ao cenário vigente e atual; conseguinte revela uma cultura, na atualidade, desaparecida devida ao descobrimento de comunidades pré-históricas que tiveram um início de desenvolvimento de domesticação de animais e subsídio agrícola. No site da Trust For African Rock Arte, observa-se a pintura Tassili du Siniga, pinturas bicromáticas de gado e pastores à esquerda e à direita, nas grutas de Manda Guéli, Montanhas Ennedi, no Chade, provavelmente período pastorício.
FIGURA I
Fonte: Trust For African Rock Arte. Imagem: Tassili du Siniga. Pinturas bicromáticas de gado e pastores à esquerda e à direita.Provavelmente período pastoral tardioREFERERÊNCIA
BIBILOGRÁFICA:
Plataforma
virtual Trust for African Rock art – TAR - sítio arqueológico da caverna de
Tichitundu Hulu, Disponível em:
< https://africanrockart.org/angola/ >acesso
em: 16/11/2023, às 19h24
UOL
EDUCAÇÃO Disponível em: < https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/deserto-saara.htm#:~:text=O%20clima%20dessa%20regi%C3%A3o%20%C3%A9,bastante%20frias%2C%20com%20temperaturas%20negativas. >acesso
em: 26/11/2023, às 21h14
You tube - Arte
Rupestre | Aula 03: Arte Rupestre no contexto africano – parte 1 Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=L4cXOgIRDjQ&t=694 >acesso
em: 24/11/2023, às 218h59
- Audísio Batista Venâncio é pesquisador e professor de história na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo - SEDUC/SP. Licenciado em história pela UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS (UNIMES), especialista lato sensu em: As Áfricas e suas diásporas e em Filosofia Educação pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP), e na UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC (UFABC) especializou-se em: História da Ciências, Educação e Sociedade e em Educação Especial e Inclusiva e na FACULDADE DE CARAPICUÍBA (FALC) em Direito Educacional.
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