Flotilha de Submersíveis (1914) - F1 F3 E F5

Flotilha de Submersíveis (1914) - F1 F3 E F5
Fonte: Poder Naval, 2009

Diário de um Hilotas Contemporâneo

General Pierre Labatut (1776-1849): servindo no governo independente brasileiro, de D. Pedro I, em território baiano.

                                                                                                          AUDÍSIO BATISTA VENÂNCIO¹

venancio.prof.historia@gmail.com

Pierre Labatut foi um militar francês, mercenário, veterano exilado das Guerras Napoleônicas, nasceu em 18 de novembro de 1776, em Cannes, no Reino da França e faleceu em 04 de setembro de 1849, em Salvador, Império do Brasil.

FIGURA I - Pierre Labatut, em retrato feito por Oscar Pereira da Silva em 1925 - Acervo do Museu do Ipiranga

PITOMBO, J. P.  Portal. Folha de São Paulo, 2022

Pitombo (2022) ao discorrer a biografia de Labatut pontua que a Igreja de São Bartolomeu, do século XVI, no Largo de Pirajá, em Salvador - Bahia, abrigou os restos mortais desde 04 de setembro de 1853. Em 26 de julho de 1914, a Liga Bahiana de Educação Cívica transferiu o túmulo da Igreja para o Panteão (monumento construído ao lado da Igreja), no interior do Panteão se encontra a urna de mármore que junto aos restos mortais está a Bandeira dos Veteranos da Independência usada na Batalha de Pirajá, sobre a urna encontra-se o busto do referido herói.

Neste espaço fúnebre estão os restos mortais de outros heróis da Independência, como o brigadeiro Luis da França Pinto Garcez, Manoel Joaquim Pinto Pacca, José Jaciene de Menezes e do major Francisco Lopes Jiquiriçá.

FIGURA II - A paróquia de São Bartolomeu de Pirajá e o Panteão Labatut

Guia Geográfico - Salvador Turismo, s,d

O general Pierre Labatut mercenário francês que desembarcou na Bahia em outubro de 1822 para liderar as tropas de brasileiros que se organizavam em tomada insurgente na Salvador dominada pelos portugueses, Pitombo (2022) frisa que na luta pela Independência brasileira organizou o denominado "Exército Libertador", que, servindo ao governo independente brasileiro, de D. Pedro I, com sede no Rio de Janeiro, participou dos confrontos da Guerra da Independência do Brasil, na Bahia, com poder e liderança de Comandante, e com rigor de crueldade sacrificou vidas de seus desafetos, Pitombo (2022) conta que o francês mercenário mandou fuzilar 50 homens e chicotear as 20 mulheres que haviam sido presas, esses advindos da investida de cerca de 200 escravizados armados dos engenhos da Mata Escura e Saboeiro para atacaram Pirajá, sendo mandatário o Sr. Madeira de Melo, prometeu libertá-los da escravidão caso aderissem aos portugueses.

Labatut não participou da batalha final contra os portugueses, mas elogiou os soldados baianos em carta, chamando os portugueses de "fracos e indignos de temor"; e viu da prisão a vitória após a tomada de Salvador em 02 de julho de 1823, Pitombo (2022) corrobora ao explicar que o militar supracitado estava preso devido uma sublevação dos Oficiais, que descordaram das ordens do militar francês ao mandar prender em maio de 1823, ao ser informado sobre uma suposta conspiração, o coronel Felisberto Gomes Caldeira, comandante de uma das brigadas, que foi enviado para uma fortaleza na Ilha de Itaparica.

Pitombo (2022) ao citar o jornalista e abolicionista negro Manoel Querino, dita ao asseverar: “Em escritos na revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia em 1913, definiu Labatut como um militar que abusou do seu poder”, tinha "um rigor que tocava à desumanidade" e "mandava fuzilar sob qualquer pretexto". (PITOMBO, 2022)

E, segue Pitombo (2022) ao concluir que “a rigidez nos métodos, a fama de violento e o fato de o general não se reportar ao governo provisório da "Bahia brasileira", em Cachoeira, criaram indisposição com oficiais brasileiros. Também houve críticas dos proprietários de terras quanto ao uso de escravizados como soldados”. (PITOMBO, 2022)


Referência bibliográfica:

PITOMBO, João Pedro. Site. Folha de São Paulo, 2022. Reportagem. Conheça Labatut, mercenário francês que liderou tropas da Independência na Bahia - Militar se uniu aos baianos em outubro de 1822, ajudou a organizar tropas e ganhou fama de rígido e violento. CADERNO ILUSTRÍSSIMA CONVERSA - FOLHA DE SÃO PAULO 2022. 04 set. 2022. Disponível em: < Mercenário francês liderou tropas de Independência na BA - 02/09/2022 - Ilustríssima - Folha > Acesso em:  05 nov. 2025.

SALVADOR TURISMO. Site. Guia geográfico – Salvador turismo, s.d. Blog. Igreja de São Bartolomeu de Pirajá. Salvador Turismo - Guia Geográfico. s.d. Disponível em: Panteão de Pirajá ao General  Labatut> Acesso em:  05 nov. 2025.


Audísio Batista Venâncio é pesquisador e professor de história na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo - SEDUC/SP. Licenciado em história pela UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS (UNIMES), especialista lato sensu em: As Áfricas e suas diásporas e em Filosofia Educação pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP), e na UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC (UFABC) especializou-se em: História da Ciências, Educação e Sociedade e em Educação Especial e Inclusiva e na FACULDADE DE CARAPICUÍBA (FALC) em Direito Educacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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