AUDÍSIO BATISTA VENÂNCIO¹
venancio.prof.historia@gmail.com
Festa de Cururuquara, em Santana do Parnaíba – SP: resistência afrodiaspórica decolonial.
FIGURA I: CASA DO SAMBA PARNAINANO
O estudo objetiva investigar a Festa de Cururuquara, em
Santana do Parnaíba, evento que teve origem com escravizados nas fazendas de café de Santana de Parnaíba, uma
tradição de origem afro-brasileira, esta festa celebra a libertação dos
escravizados no Brasil Imperial e acontece há 137 anos, tendo iniciado em 1888,
após a assinatura da Lei Áurea que libertava os negros cativos da escravidão,
sendo realizada no mês de maio, na atualidade o evento é realizado por
descendentes de escravizados supracitados.
Palavras-chave: samba-de-bumbo, manifestação cultural afrodiaspórica, quilombo, decolonialismo.
Objetivo:
Analisar
narrativas históricas e antropológicas nas tradições culturais afrodiaspórica:
samba rural e a fé em São Benedito como modelo de resistência no estado de São
Paulo.
“O samba de bumbo” é uma tradição cultural advinda da musicalidade afrodiaspórica miscigenada da reza cabocla e praticada pelos trabalhadores (ex) escravizados nas fazendas de café de Santana de Parnaíba uma tradição de origem afro-brasileira na Grande São Paulo que marca o Carnaval e a Festa do Cururuquara, esta festa celebra a libertação dos escravizados no Brasil Imperial, acontece há 137 anos, a manifestação iniciou-se em 1888 após a assinatura da Lei Áurea que libertava os negros cativos da escravidão, sendo realizada no mês de maio, apresentado pelo Grupo 13 de maio Samba do Cururuquara, que é composto por descendentes de escravizados e pela a família do samba de Cururuquara, nela são apresentadas tradições culturais e religiosas como a reza cabocla, missa, procissão e apresentações de samba de bumbo, segundo Tambiah (2018) são aproximações aos ritos afro diaspóricos.
Objetivo específico:
Investigar a Festa de Cururuquara e o espectro de resistência imaterial, assim como compreender a manifestação cultural afrodiaspórica e a relação de poder econômico. O carnaval paulista de Santana de Parnaíba apresenta ritos de passagens decoloniais intrínsecas as subjetividades e emoções correlatas aos escravizados em solo paulista, impedidos de expressarem sua fé mesclou suas experiências com o catolicismo, desta miscigenação originou-se danças, ritmos e batucadas, denominada de samba rurais; a exemplo da tradição carnavalesca em exposição aos blocos, como exemplo: “Grito da Noite” que é um bloco de samba de bumbo” ele abre oficialmente o Carnaval de Santana de Parnaíba
Justificativa:
Interesse pela narrativa historiográfica aos quais regem o escravismo, guerras e insurgências nos espaços territoriais brasileiro a partir da diáspora africana angolana no traslado da escravidão nos rumos da Angola para o Brasil, cultura e literatura afro diaspórica como instrumento de resistência.
Metodologia:
- Análise iconográfica;
- Material digital;
- Pesquisa bibliográfica;
- Reconhecimento das fontes primárias e secundárias;
- Reprodução de audiovisual – EDU. You Tube.
Habilidade:
· (EF09HI09) Mapear espaços públicos (ruas, praças, escolas) e identificar suas funções.
· (EF09HI04A) Pesquisar e identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutir as razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados.
Avaliação:
·
Análise iconográfica, das composições e das letras
do samba rural, discorridas nas tradições regionais e nacionais.
·
Capacidade de relacionar a história local com a
história afrodiaspórica.
· Participação nas discussões e atividades.
ANEXO I:
FIGURA II: CASA DO SAMBA PARNAINANO
FIGURA III: BONECÃO - CASA DO SAMBA
PARNAINANO
FIGURA IV: DEVOÇÃO À SÃO BENEDITO
FIGURA V: SABA DE BUMBO
Referência bibliográfica:
TUMBIAH, S. J. Cultura, pensamento e ação social: uma perspectiva antropológica. Rio de Janeiro: Vozes, 2018.
VON SIMSOM, O. R. de M. O samba paulista e suas histórias: textos,
depoimentos orais, músicas e imagens na reconstrução da trajetória de uma
manifestação da cultura popular paulista. Resgate: Revista
Interdisciplinar de Cultura, Campinas, SP, v. 15, n. 1, p. 9–34, 2007.
DOI: 10.20396/resgate.v15i16.8645648.
Disponível em: <https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/resgate/article/view/8645648.>
acesso em: 5 jul. 2025.
Yade,
Juliana de Souza Mavoungou. Vozes e territorialidades pós-abolição:
histórias de famílias e resistência identitária - o caso do Cururuquara /
Juliana de Souza Mavoungou Yade. – 2015. Disponível em< Vozes e território - Cururuquara.pdf>
acesso em: 05 maio. 2025.
__________ . A Festa do Cururuquara - Um Quilombo
do Samba de Bumbo Paulista. Fernanda Telles. Produção Executiva:
Fernanda Telles, Mariana Tornieri Egry, Wellington Viana Realização:
Colecionando Produções/Lei Paulo Gustavo/Ministério da Cultura. YOU TUBE. 23
abr. 2025. Duração. 18:59. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=g68CKW8AR24&t=373s&ab_channel=TrezedeMaioPontodeCultura>.
Acesso em: 11 jul. 2025.
- Audísio Batista Venâncio é pesquisador e professor de história na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo - SEDUC/SP. Licenciado em história pela UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS (UNIMES), especialista lato sensu em: As Áfricas e suas diásporas e em Filosofia Educação pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP), e na UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC (UFABC) especializou-se em: História da Ciências, Educação e Sociedade e em Educação Especial e Inclusiva e na FACULDADE DE CARAPICUÍBA (FALC) em Direito Educacional.





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