Flotilha de Submersíveis (1914) - F1 F3 E F5

Flotilha de Submersíveis (1914) - F1 F3 E F5
Fonte: Poder Naval, 2009

Diário de um Hilotas Contemporâneo

Jongo (ou Caxamb


Uma história de resistência do povo Bantu.

Angola e o Congo presenteou o Brasil com uma belíssima manifestação cultural afro-brasileira “JONGO”, os povos bantos no traslado afrodiaspórico chegaram ao Vale do Paraíba no período Colonial.

As tradições, os movimentos artísticos e os versos cifrados permitiam aos escravizados comunicação e resistência nas senzalas e lavouras de café e cana-de-açúcar do Sudeste, especialmente no Vale do Paraíba (RJ, SP, MG).

O Jongo foi um ritmo bastante popular entre os negros africanos e brasileiros no tempo da escravidão e se tornou um ritmo comum nos festejos tradicionais, relata Vitorino e Whitaker (2018), em novembro de 2005, essa manifestação foi elevada a patrimônio imaterial, após longo estudo do CNFCP – Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular/IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que produziu o Dossiê IPHAN nº 5 (BRASIL, 2007), que inventariou a Jongo no Sudeste.

Características da roda de Jongo

A roda de Jongo é composta por homens e mulheres¹ que formam um círculo próxima de uma fogueira para a afinação do couro dos tambores: o maior chamado de bumbu/caxambu/tambor (dependendo da região no Vale do Paraíba) e o menor, de candongueiro.

FIGURA 1 - Um grupo de festeiros e batuqueiros de Guaianases criou a roda Jongo dos Guaianás

Fonte: SP Norte, 2016

O mestre jongueiro é aquele que coordena a roda e a afinação dos instrumentos, sendo os pontos entoados pelo jongueiro (a) que ao centro da roda lança seu ponto e o coro responde, repetindo o último verso do ponto, o público participa, além de cantar e dançar no meio da roda, também eles ficam rodopiando seus corpos ao som dos tambores.

De acordo com Gilroy (2001 apud Diego da Costa Vitorino e Dulce Consuelo Andreatta Whitaker - Revista de Estudos Empíricos em Direito Brazilian Journal of Empirical Legal Studies vol. 5, n. 3, dez 2018, p. 187-198), a ideia principal é que a antífona no canto (o chamado e a resposta) – característica do Jongo é a principal marca da tradição musical negra da diáspora. Para o autor, as performances musicais negras são experienciadas pela identidade de maneira intensa “e às vezes reproduzida por meio de estilos negligenciados de prática significante como a mímica, gestos, expressão corporal e vestuários” (GILROY; 2001, p. 166-167 apud Vitorino, Whitaker, 2018, p. 187-198).

Referência bibliográfica

VITORINO, D. C, WHITAKER, D. C. A Memórias do cativeiro e do jongo no Vale Histórico do Rio Paraíba do Sul – São Paulo / Diego da Costa Vitorino e Dulce Consuelo Andreatta Whitaker - Revista de Estudos Empíricos em Direito Brazilian Journal of Empirical Legal Studies vol. 5, n. 3, dez 2018, p. 187-198. Disponível em: </https://nadir.fflch.usp.br/sites/nadir.fflch.usp.br/files/upload/paginas/DIEGO.pdf> Acesso em: 05 jul. 26, às 15h08

GILROY, P. O Atlântico Negro: modernidade e dupla consciência. São Paulo: Editora 34; Rio de Janeiro: Universidade Candido Mendes, Centro de Estudos Afro-Asiáticos, 2001.

 

 

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