AUDÍSIO BATISTA VENÂNCIO¹
venancio.prof.historia@gmail.com
RESUMO:
O labor deste trabalho acadêmico tem como objetivo investigar as sociedades estatais em aspectos econômicos históricos, religiosos e as respectivas contribuições para o desenvolvimento do continente africano a luz da temporalidade histórica.
Palavras chaves: antropologia, população, sociedade, estatais
INTRODUÇÃO:
As sociedades estatais: economia, história e religião – análise qualitativa. As nações cujos seus estados encontram-se no continente africano e distribuem-se em grandes regiões, tais como: África Central; África Meridional; África Setentrional; África Ocidental e África Oriental, a extensão territorial compreende em: 30.221.532 km² e com uma população de 1.340.598.000 de habitantes, segundo dados da ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, em 2019, aos quais se divergem em étnica e cultura. Esta região é riquíssima em fontes históricas, haja vista, ser o berço da humanidade. (ONU, 2019) Quanto aos fatores econômicos há uma anomia hedionda em determinados países devido ao subdesenvolvimento em diversos setores, como na saúde e na educação, parca são suas políticas públicas, onde os africanos que vivem nesta localidade estão marginalizados em meio à miséria e à subnutrição, todavia, com tenaz contraste, nesse mesmo continente, há outra realidade abastada ao subdesenvolvimento, pois há países de grandes economias e em grande ascensão. A temporalidade histórica conta-nos que os colonizadores portugueses aportaram no continente africano, os europeus se deslocaram em direção ao reino do Congo no ano de 1483, e em 1484, atacaram o Zaire, sob o comando do navegador Diogo Cão, a partir deste marco conquistaram a África Central. Angola tornou-se colônia portuguesa de fato no ano de 1575, iniciada com
Luanda, aos quais resultaram em uma série de conflitos nos dois principais reinos como do Congo e de Ngolo, situados respectivamente ao norte e no centro da Angola. Quanto a fé, o Relatório sobre a liberdade religiosa, redigido no ano de 2020, normatiza que o Estado é laico, proíbe a discriminação religiosa, contudo à critérios legais disposto em Lei do Estado Angolano, critérios legais permite que o Estado encerre as instalações de organizações religiosas não registadas. Em conformidade com os dados estatísticos do Relatório sobre liberdade religiosa (2020) aponta que há 81 organizações religiosas reconhecidas pelo Governo de Angola e mais de 1.100 organizações religiosas não reconhecidas. Desde 2004, o Estado não reconhece nenhuma organização religiosa nova. Conseguintemente, de acordo com o censo populacional de 2014, constituem dados mais recentes disponíveis e estão aproximadamente em:
[...] Quarenta e um porcento da população processa a religião Católica Romana e trinte e oito porcento, a religião Protestante. Doze porcento da população é constituído por pessoas que não processam qualquer religião. O restante 9 porcento é constituído por animistas, muçulmanos, judeus, Bahas e outras organizações religiosas. Embora o censo de 2014 tenha determinado a existência de 103,000 muçulmanos no país, o líder de uma organização islâmica afirmou existirem cerca de 800,000, incluindo um número desconhecido de migrantes Muçulmanos, a maioria dos quais provenientes de países da África do Norte e Ocidental. Existem aproximadamente 350 judeus, a maioria dos quais na qualidade de estrangeiros residentes. [...] (RELATÓRIO SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA, 2020)
O povo bantu é originário de várias regiões do Continente Africano, segundo Brandão (2014) estão presentes no Sul da África e na África Central. A população da Angola descende do bantu sendo matriz linguística deste dialeto, os escravizados ao serem inseridos e misturados nos navios negreiros e traslados para o Brasil trouxeram fortes traços idiomáticos, na atualidade é perceptível ao falar do brasileiro contemporâneo; a exemplo das palavras: “quitanda”, “cafuné”, “chamego” e “moleque” entre outras. (BRANDÃO, 2014) Recentes acordos diplomáticos foram constituídos pelo Governo do Brasil-Angola, aos quais firmaram tratados para o desenvolvimento tecnológico, infraestrutura e demais áreas sociais, como seguem os frisos das citações da plataforma do Planalto (2023). (GOV. BR, 2023) [...] Os governos do Brasil e de Angola assinaram sete acordos de cooperação em diversas áreas nesta sexta-feira, 25/8, durante o primeiro dia da visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país africano. A cerimônia ocorreu no Palácio Presidencial em Luanda. [...] (GOV. BR, 2023)
[...] Foram assinados acordos e memorandos técnicos nas áreas de turismo, saúde, educação, agricultura, apoio a pequenas e médias empresas, recursos humanos e exportações. Para o presidente Lula, os atos ajudam a ampliar as relações já historicamente consolidadas entre Brasil e Angola. [...] GOV.BR, 2023)
REFERÊNCIA BIBILOGRÁFICA:
BRANDÃO, M. Influência de Angola é vista em vários traços culturais do brasileiro. Agência Brasil. Por: Marcelo Brandão (2014). Disponível em: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2014-12/influencia-de-angola-e-vista-em-varios-tracos-culturais-do-brasileiro> acesso em: 21/12/2023, às 00h37
Brasil Escola. (2023) Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/paises-da-africa.htm> em: 18/12/2023, às 12h22 GUITARRARA, Paloma. “Angola”; Brasil escola. (2023) Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/angola.htm.> Acesso em 20 de dezembro de 2023.
GOV. BR. Brasil e Angola assinam sete acordo de cooperação durante a visita de Lula a Lunda. Planalto. Brasília - Distrito Federal (2023). Disponível em: <https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2023/08/brasil-e-angola-assinam-sete-acordos-de-cooperacao-durante-visita-de-lula-a-luanda > acesso em: 21/12/2023, às 00h15
ONU. (2023) Disponível em: <https://brasil.un.org/pt-br/191391-%E2%80%9C-%C3%A1frica-que-queremos%E2%80%9D-onu-debate-desenvolvimento-do-continente> acesso em: 18/12/2023, às 14h09
RELATÓRIO SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA. (2020) “Angola”. Disponível em: <https://ao.usembassy.gov/wp-content/uploads/sites/234/Relatorio-Liberdade-Religiosa-Angola-2020.pdf> acesso em: 21/12/2023, às 23h01
YOU TUBE. Introdução à Arqueologia da África | Aula 3: Sociedades não estatais. vídeo aula PROF. DR. BRUNO PASTRE MÁXIMO (You tube) disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=MTLxpBvbLGU&t=1462s> acesso em: 18/12/2023, às 15h17

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