Flotilha de Submersíveis (1914) - F1 F3 E F5

Flotilha de Submersíveis (1914) - F1 F3 E F5
Fonte: Poder Naval, 2009

Diário de um Hilotas Contemporâneo

“Se a maioria das fontes situa Andrômeda na África, por que o cinema faz uma leitura diferente?”

AUDÍSIO BATISTA VENÂNCIO¹

venancio.prof.historia@gmail.com

RESUMO:

O labor deste trabalho acadêmico tem como objetivo investigar as artes visuais correlata a produção cinematográfica ocidental que remetem a uma concepção equivocada do Egito antigo afrocentrado, não respeitando a cultura, história, a política e a sociedade do Egito negro, discorrido em uma análise qualitativa segue uma percepção da mitologia grega e romana da Andrômeda como escopo da pesquisa.

Palavras chaves: mitologia grega e romana, afrocentrado, cinema

 INTRODUÇÃO:

O professor Dr. Gilberto Francisco da Silva em seu proferimanto na aula (03)¹ três, profere um diálogo com a pesquisadora Maria Regina Candido (2018), discorrendo políticas afirmativas do governo federal no disposto na Lei n.º 10.639/03, e retificada na Lei 11.645/08, correções, injustiças, distorções, eliminar discriminações e reparação histórica é tenaz para promover a inclusão social para o pleno exercício da cidadania da população no Brasil e no Planeta Terra.

O empenho de pesquisadores, professores e educadores africanistas, conscientes da necessidade de compartilhar os resultados de suas pesquisas em favor da verdadeira informação para a sociedade brasileira correlata ao universo cultural africano é intrinseco como uma pré condição essencial para o exercício pleno da cidadania e o conhecimento das sociedades de matriz africana.

A África na Antiguidade produziu uma gama de conhecimentos na área de ciências, domínio da metalurgia e crenças religiosas, segundo Candido (2018), e população brasileira herdou algumas práticas culturais, obstante a cultura africana contribuiu pela sua oralidade, narrativas míticas, ritos e tradições que a partir do traslado oceânico divulgou seus saberes e religiões contrariando interesses eurocêntricos e o discurso de que a África não existia antes da colonização no século XV. (CANDIDO, 2018)

As histórias míticas perpassam o tempo de geração em geração, tecidas pelo fio e pela trama da oralidade. Na África, os Griots se tornaram os responsáveis por transmitir a narrativa mítica aos mais jovens, visando manter a memória do passado da comunidade tribal. Os Griots são também conhecidos como os guardiões da palavra, porém, segundo A. Hampaté Bâ, eles não se configuram como os únicos guardiões e transmissores da tradição oral africana (CANDIDO, 2018 apud Hampaté Bá, 2010, p. 169).

No discurso de Silva (2024) a África Antiga era reconhecida como a denominação de Etiopia, frisos de Silva (2024), a Etiopia antiga é o espaço africano de demografia negra (África Central), ou seja, na atualidade "país Etiopia" não é a mesma Etiopia antiga citada pelo o Professor Dr. Gilberto Francisco da Silva (2024), o mito de Andrômedra em reprdução audiovisual cinematográfica de Hollywood é apresentado ao público com uma ótica ocidental e eurocêntrica, aos quais as atrizes são mulheres de raça branca, na feita, afirma o Professor Dr. Gilberto Francisco da Silva (2024), que essa representatividade do "ser feminino branco" é para endossar o "belo", [belo] neste caso, a pele branca das mulheres de etnias branca, pois o produtores, gestores e diretores à época não reconhecia a beleza da pela negra, tal como, a tenacidade da sua cultura e da história dos povos etíopes primitivos, todavia as imagens feminina branca expressas nas esculturas, pinturas e demais representações era para destacarem a presença da "mulher" e não da raça étnica, em especial análise para o Mito de Andrômedra reproduzidos nas telas cinematógráficas como uma mulher de raça branca, representada por atrizes de etnia branca é indevidamente sábia, pois faltou embasamento histórico, porque Andrômeda é oriunda da Etiópia, local originário de povos de raça negra, a luz da aula ministrada pelo o Professor Dr. Gilberto Francisco da Silva (2024).

FIGURA I

Antigo mito grego perseu e andromeda. Perseu e andromeda. antiga história mitológica grega sobre a salvação. uma jovem e tenra mulher grega em atuns com um jarro a mergulhar água numa tigela para um guerreiro armado com um escudo. (Dreamstime)

FONTE: Dreamstime. c. 2000-2024

¹ África Mediterrânica | Aula 03: Territórios e personagens africanos na mitologia grega e romana. UNIFESP, 2024.

Referência Bibiográfica:

CANDIDO, Maria R. A África Antiga sob a ótica dos clássicos gregos e o viés africanista. Cadernos de História, v. 19, n. 30, 2018, p. 20-38
Disponívelem: <https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoshistoria/article/view/15945.> Acesso em:  01 abr. 2024, 21:48


Audísio Batista Venâncio é pesquisador e professor de história na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo - SEDUC/SP. Licenciado em história pela UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS (UNIMES), especialista lato sensu em: As Áfricas e suas diásporas e em Filosofia Educação pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP), e na UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC (UFABC) especializou-se em: História da Ciências, Educação e Sociedade e em Educação Especial e Inclusiva e na FACULDADE DE CARAPICUÍBA (FALC) em Direito Educacional.

Deixe seu comentário.