AUDÍSIO BATISTA VENÂNCIO¹
venancio.prof.historia@gmail.com
RESUMO:
O labor deste trabalho acadêmico tem como objetivo investigar as artes
visuais correlata a produção cinematográfica ocidental que remetem a uma
concepção equivocada do Egito antigo afrocentrado, não respeitando a cultura,
história, a política e a sociedade do Egito negro, discorrido em uma análise qualitativa segue uma
percepção da mitologia grega e romana da Andrômeda como
escopo da pesquisa.
Palavras
chaves: mitologia grega e romana, afrocentrado, cinema
O professor Dr. Gilberto Francisco da Silva em seu proferimanto na aula
(03)¹ três, profere um diálogo com a pesquisadora Maria Regina Candido (2018),
discorrendo políticas afirmativas do governo federal no disposto na Lei n.º
10.639/03, e retificada na Lei 11.645/08, correções, injustiças, distorções,
eliminar discriminações e reparação histórica é tenaz para promover a inclusão
social para o pleno exercício da cidadania da população no Brasil e no Planeta
Terra.
O empenho de pesquisadores, professores e educadores africanistas,
conscientes da necessidade de compartilhar os resultados de suas pesquisas em
favor da verdadeira informação para a sociedade brasileira correlata ao
universo cultural africano é intrinseco como uma pré condição essencial para o
exercício pleno da cidadania e o conhecimento das sociedades de matriz
africana.
A África na Antiguidade produziu uma gama de conhecimentos na área de
ciências, domínio da metalurgia e crenças religiosas, segundo Candido (2018), e
população brasileira herdou algumas práticas culturais, obstante a cultura
africana contribuiu pela sua oralidade, narrativas míticas, ritos e tradições
que a partir do traslado oceânico divulgou seus saberes e religiões
contrariando interesses eurocêntricos e o discurso de que a África não existia
antes da colonização no século XV. (CANDIDO, 2018)
As histórias míticas perpassam o tempo de geração em geração, tecidas pelo fio e pela trama da oralidade. Na África, os Griots se tornaram os responsáveis por transmitir a narrativa mítica aos mais jovens, visando manter a memória do passado da comunidade tribal. Os Griots são também conhecidos como os guardiões da palavra, porém, segundo A. Hampaté Bâ, eles não se configuram como os únicos guardiões e transmissores da tradição oral africana (CANDIDO, 2018 apud Hampaté Bá, 2010, p. 169).
No discurso de Silva (2024) a África Antiga era reconhecida como a denominação de Etiopia, frisos de Silva (2024), a Etiopia antiga é o espaço africano de demografia negra (África Central), ou seja, na atualidade "país Etiopia" não é a mesma Etiopia antiga citada pelo o Professor Dr. Gilberto Francisco da Silva (2024), o mito de Andrômedra em reprdução audiovisual cinematográfica de Hollywood é apresentado ao público com uma ótica ocidental e eurocêntrica, aos quais as atrizes são mulheres de raça branca, na feita, afirma o Professor Dr. Gilberto Francisco da Silva (2024), que essa representatividade do "ser feminino branco" é para endossar o "belo", [belo] neste caso, a pele branca das mulheres de etnias branca, pois o produtores, gestores e diretores à época não reconhecia a beleza da pela negra, tal como, a tenacidade da sua cultura e da história dos povos etíopes primitivos, todavia as imagens feminina branca expressas nas esculturas, pinturas e demais representações era para destacarem a presença da "mulher" e não da raça étnica, em especial análise para o Mito de Andrômedra reproduzidos nas telas cinematógráficas como uma mulher de raça branca, representada por atrizes de etnia branca é indevidamente sábia, pois faltou embasamento histórico, porque Andrômeda é oriunda da Etiópia, local originário de povos de raça negra, a luz da aula ministrada pelo o Professor Dr. Gilberto Francisco da Silva (2024).
FIGURA I
Antigo
mito grego perseu e andromeda. Perseu e andromeda. antiga história mitológica
grega sobre a salvação. uma jovem e tenra mulher grega em atuns com um jarro a
mergulhar água numa tigela para um guerreiro armado com um escudo. (Dreamstime)
FONTE: Dreamstime. c. 2000-2024
¹ África Mediterrânica | Aula 03: Territórios e personagens africanos na mitologia grega e romana. UNIFESP, 2024.
Referência Bibiográfica:

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