Flotilha de Submersíveis (1914) - F1 F3 E F5

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Fonte: Poder Naval, 2009

Diário de um Hilotas Contemporâneo

A importância histórica do conceito de quilombismo

                                                                                             AUDÍSIO BATISTA VENÂNCIO¹

venancio.prof.historia@gmail.com

O quilombo como experiência histórica

Ao analisar a citação de Nascimento (2002) [...] um estado de terror organizado contra eles. [...] expressão tenaz que Nascimento (2002) logo no início do texto demostra a grandeza dessa tese a ser discorrida, está máxima é perceptível quanto a opressão eurocêntrica para com para filhos e seus descentes da mãe África, no Brasil os rumos ascendem mais de quinhentos anos. Refuta, Nascimento (2002) os problemas sociais que os negros enfrentam em seus cotidianos tais como: questões de cunho empregatício ou de direitos civis, advindos da sociedade dominante capitalista-burguesa e da classe média organizada. Para Nascimento (2002) “os mentores europeus e norte-americanos fabricaram uma "ciência” histórica ou humana que corroborou com a desumanização dos africanos e de seus descendentes aos quais contribuíram com as intenções opressoras eurocentristas.

Quilombo segundo os proferimentos de Nascimento (2002) não está de acordo com a ideia de “escravo fugido”, todavia é uma “reunião fraterna e livre, regida de solidariedade, convivência, comunhão existencial”; com um sistema econômico organizado e comunitário, haja vista, a tradição africana, sendo uma sociedade criativa, o trabalho não é uma condição de castigo ou um fator exploratório, e sim, com direitos sociais, vieses humanitários, holísticos e integrais e livres da produção de massa tecno-capitalista.

Para enriquecer o debate, Clóvis Moura dialoga com Abdias do Nascimento, Moura (2022, p. 46-47) concorda com Nascimento (2002) ao pensar que o Quilombo criados nos séculos XV, XVI, XVII, XVIII e XIX organizavam-se de maneira sistêmica e “não eram um aglomerado de negro bárbaros”, no entanto no curso de seu crescimento procurava organizar-se em grupos populacionais do reduto, assim surgiram formas de governo, propriedade, família, religiões e principalmente economia que era cultura policultora, o milho era o principal cultivo, colhido duas vezes por ano, após a colheita a terra descansava por duas semanas, logo após plantavam banana, batata doce, cana-de-açúcar, feijão e mandioca e o excedente era trocado com os quilombolas vizinhos.

Referência bibliográfica

MOURA, C. Os quilombos e a rebelião negra, São Paulo: Editora Dandara, 2022.

NASCIMENTO, A. Quilombismo: um conceito científico histórico-social, Literafro - O portal da literatura Afro-Brasileira (In: O quilombismo: documentos de uma militância panafricanista. 2. ed. Brasília / Rio de Janeiro: Fundação Palmares / OR Editor Produtor, 2002, p. 269-274).

  • Audísio Batista Venâncio é pesquisador e professor de história na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo - SEDUC/SP. Licenciado em história pela UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS (UNIMES), especialista lato sensu em: As Áfricas e suas diásporas e em Filosofia Educação pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP), e na UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC (UFABC) especializou-se em: História da Ciências, Educação e Sociedade e em Educação Especial e Inclusiva e na FACULDADE DE CARAPICUÍBA (FALC) em Direito Educacional.






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