AUDÍSIO BATISTA VENÂNCIO¹
venancio.prof.historia@gmail.com
RESUMO:
O
labor deste trabalho acadêmico é a análise na linha do
tempo de processos judiciais e a realidade social de escravizados no século XIX,
para atividade far-se-á a leitura do texto “A CARTA DE LUIZ GAMA A LÚCIO DE
MENDONÇA (25/07/1880)”.
Palavras
chaves: Lideranças, Panafricanismo, Política, Luís Gama
FIGURA 1: Dr. Luís Gama
Fonte: Folha UOL, 2025.
No texto“A CARTA DE LUIZ GAMA A LÚCIO DE MENDONÇA (25/07/1880)”.é perceptivo o horror atribuído aos filhos (as) e aos descendentes da “Mãe África”; ponto marcante da atrocidade de um pai desesperado pelos seus vícios levou-o a vender seu filho ao comércio negreiro, começa um drama na vida de uma criança de 10 anos, livre, que tinha uma vida confortável e respeitosa, sua genitora negra africana e o pai português, ele irá enfrentar os grilhões da escravidão, assistirá o sofrimento das vítimas a bordo do navio negreiro e o abuso de patrões/proprietário de seres humanos, aos quais ganhavam muito capital a partir da mão-de-obra escravizada, nosso protagonista desta narrativa é o menino Luís Gonzaga Pinto da Gama (1830-1882).
Gama
(1880) discorre sua autobiografia na missiva redigida em 25 de julho mil
oitocentos e oitenta, ao seu amigo Lúcio de Mendonça, nela ele frisa que "Desde que fiz-me soldado, comecei
a ser homem; porque até os 10 anos fui criança; dos 10 anos aos 18, fui
soldado", nessa afirmação o narrador pontua sua resiliência, inteligência
emocional e física perante a transformação radical em sua vida, filho de
colonizador a escravizado, em sua infância havia amor e cuidados, bem
alimentado e com boas vestimentas, nas suas duas décadas de vida precisou crescer
precocemente para encarar as realidades das amarras da escravidão, sua luta já
inicia ao embarcar no navio negreiro ao verificar o ambiente cruel e violento
ali marcado pela solidão e pela saudade da “terra natal”, choro e a dor estão
no cotidiano nesse espaço, ao desembarcar em “terras estranhas” o jovem segue
para o pelourinho, recebe a condição de produto, ao ser vendido para
fazendeiros, todavia na fazenda consegue driblar a tristeza e com jovialidade e
humildade ganha oportunidade do deleite dos sabres jurídicos, na fase adulta construirá
um belo futuro com empatia aos seus pares irá defendê-los de julgamentos
protocolares em favor da raça branca.
Um comparativo quantitativo temporal para
agraciar a vida jurídica de Gama (1860) negrito ao rito de passagem do disposto
legal da Lei Feijó – 07/11/1831, nela declarava liberdade de escravizados que
vindos de fora do império e punição aos seus algozes importadores, todavia ao
curso de quarenta anos nada aconteceu, levando ao satírico jurídico sob alcunha
de “leis para inglês ver”, o ilustríssimo Doutor Luiz Gama reverberou e
desengavetou-a na década de 1860.
FONTES DE CONSULTAS:
UNIFESP (2024) Aula 3 - As "lições de resistências" de Luis Gama (parte I). UAB/UNIFESP 024. 1. vídeo (02:25:01). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=CLkJUPdYkMA&ab_channel=UABUNIFESP > acesso em: 27 fev. 25
- Audísio Batista Venâncio é pesquisador e professor de história na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo - SEDUC/SP. Licenciado em história pela UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS (UNIMES), especialista lato sensu em: As Áfricas e suas diásporas e em Filosofia Educação pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP), e na UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC (UFABC) especializou-se em: História da Ciências, Educação e Sociedade e em Educação Especial e Inclusiva e na FACULDADE DE CARAPICUÍBA (FALC) em Direito Educacional.
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